Absolvição dos Nardonis é

Fabiano Rampazzo, Portal Terra

SÃO PAULO - Em um restaurante próximo ao Fórum de Santana (SP), onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são julgados pela morte da menina Isabella, uma mesa chamava a atenção na tarde desta terça-feira. Eram os pais, o irmão e uma tia de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina morta em 2008. Em entrevista exclusiva ao Terra, o tio de Isabella, Felipe Oliveira, 32 anos, afirmou que acredita ser impossível o júri popular decidir pela absolvição do casal. O julgamento teve início na última segunda-feira e tem previsão para durar até cinco dias. Confira a seguir a entrevista:

Terra - Você está satisfeito com o andamento do júri nestes dois primeiros dias?

Felipe Oliveira - Estou supersatisfeito com o que vi até agora. Minha irmã deu respostas supercentradas e a promotoria está conduzindo superbem o caso.

Você vê possibilidade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serem inocentados?

Felipe - Impossível. Com a maquete que a doutora Renata (Pontes, primeira delegada responsável pelo caso) mostrou hoje, ficou muito claro o que foi feito ali dentro. Não vejo nenhuma possibilidade deles serem inocentados.

Como está sendo a reação dos jurados durante os depoimentos?

Felipe - Percebo que há uma atenção muito grande por parte de cada um dos jurados. Todos eles estão sempre muito atentos nas perguntas e respostas feitas. Fiquei sabendo inclusive que ontem, durante o depoimento de minha irmã, um dos jurados chorou.

Qual sua opinião sobre as manifestações em frente ao fórum?

Felipe - As pessoas estão muito solidárias. A Ana (Carolina) até comentou que todos têm a Isabella como se fosse filha deles também.

O que você faria se o casal for inocentado?

Felipe - Nem cogito esta hipótese. As provas estão aí e a nossa perícia é uma das melhores do mundo.

Todas essas manifestações e a cobertura da imprensa estão fazendo vocês lembrarem muito da Isabella?

Felipe - É verdade, faz lembrar sim. Mas dá um conforto porque lembram da Isabella de um jeito bonito. Mas tenho dois filhos de quatro e cinco anos e o lado triste é não ter a Isabella brincando, crescendo com eles.