Suspeito de matar Glauco recebe visitas na prisão no Paraná

Portal Terra

FOZ DO IGUAÇU - Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de matar o cartunista Glauco Villas Boas e o filho, recebeu a visita do pai e do irmão na manhã desta segunda-feira, em Foz do Iguaçu (PR) onde foi preso pela Polícia Federal (PF) ao tentar entrar no Paraguai.

O encontro ocorreu por volta das 9h, e Cadu recebeu produtos de higiene pessoal na visita, de aproximadamente 15 minutos.

De acordo com a PF, chegaram a Foz do Iguaçu munições apreendidas pela polícia de Osasco. Não foi divulgado se os projéteis foram usados no assassinato de Glauco e do Filho Raoni.

Ainda não há previsão para a transferência de Carlos Eduardo para São Paulo e a PF do Paraná investiga a tentativa de homicídio, uma vez que ele trocou tiros e feriu um policial no dia em que foi preso. C0m ele foram apreendidas 25 munições.

Entenda o caso

O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.