Polícia checa suposto homicídio cometido por secretário morto

Fabiana Leal, Portal Terra

PORTO ALEGRE - O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ranolfo Vieira Junior, afirmou, nesta terça-feira, que checará a informação de que o secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos (PTB), morto a tiros na última sexta-feira, na zona norte da capital, teria matado uma pessoa.

"Segundo relato do delegado (Sérgio) Busato, que foi a autoridade policial que tomou a termo o depoimento do doutor Eliseu na Polícia Federal na última quinta-feira (um dia antes de ele ser assassinado), ele teria referido, de maneira informal, até pela necessidade do porte de arma: 'Eu já matei alguém no passado e respondi a um homicídio."

De acordo com Ranolfo, não há registro desse homicídio no sistema informatizado da polícia gaúcha. "Esse fato pode ter ocorrido tão no passado (quando o sistema ainda não era digitalizado) ou fora do Rio Grande do Sul. Vamos checar as informações com o irmão mais velho dele", afirmou o diretor do Deic.

O secretário prestou depoimento à PF sobre uma denúncia de desvio de dinheiro público no Instituto Sollus, grupo contratado para prestar serviços ao Programa da Saúde da Família (PSF) na capital gaúcha.

Quinze testemunhas já foram ouvidas no caso. De acordo com Ranolfo, há pequenas contradições entre os depoimentos, o que seria comum em casos de prova testemunhal.

Questionado se alguma delas teria informado que ouviu um dos assaltantes gritar o nome do secretário, Ranolfo disse que nenhuma relatou isso, nem mesmo a mulher do secretário, Denise, em seu primeiro depoimento. Devido às circunstâncias iniciais, ela deverá ser ouvida novamente, de acordo com o diretor do Deic.

A polícia não descartou ainda nenhuma das duas linhas de investigações iniciais - homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo Ranolfo, o secretário costumava frenquentar o culto religioso no bairro Floresta sempre aos domingos. Na sexta-feira do crime ele teria ido ao local devido a um batizado. O diretor também afirmou que, nos últimos 60 dias, o secretário não teria recebidos ameaças de morte.

Porte de arma

De acordo com o delegado, o secretário tinha dois portes de arma ¿ de um revólver, qua estaria vencido, e da pistola que utilizou no dia de sua morte, que venceria no dia 7 de março. Ele praticava regularmente tiro em academia.

DNA

O teste de DNA feito com amostras de sangue do local do crime estão parcialmente prontos, segundo Ranolfo. "Já temos alguns resultados, embora não possamos divulgá-los ainda. Faremos dois ou três confrontos para verificar a possibilidade da participação dessas pessoas no fato."