Justiça decide na 5ª se envolvida no caso das agulhas vai a júri

Portal Terra

SALVADOR - A Justiça decidirá na quinta-feira se a suposta amante do ex-padastro do menino de dois anos que teve cerca de 50 agulhas enfiadas no corpo, na Bahia, irá a júri popular. Em depoimento prestado à polícia, Roberto Carlos Magalhães Lopes, conhecido como Bertinho, disse que contou com a ajuda de Angelina Capistana dos Santos para introduzir as agulhas na criança, segundo informou o Ministério Público da Bahia nesta terça-feira.

Bertinho não será ouvido porque aguarda autorização para exame de sanidade mental. Doze testemunhas devem ser ouvidas na Vara Criminal da Comarca de Ibotirama, a 648 km de Salvador (BA).

Esta será a primeira audiência de instrução e julgamento do caso. As testemunhas devem ser ouvidas pelo juiz e por promotores de Justiça das comarcas de Barreiras e Angical.

Oito testemunhas foram relacionadas pelo Ministério Público Estadual e quatro por Angelina. Em interrogatório, o ex-padastro disse que Angelina o ajudava a introduzir as agulhas no garoto durante rituais de magia negra.

Roberto Carlos e Angelina foram denunciados pela promotora de Justiça Mariana Tejo de Oliveira por tentativa de homicídio qualificado. O pedido foi recebido pelo juiz Antônio Marcos Tomaz Martins no início de janeiro.

De acordo com o a denúncia, os acusados tentaram matar a criança por motivo fútil de forma cruel. De acordo com a promotora, eles queriam se vingar da mãe do menino porque ela sentia ciúmes de Angelina e desfiava de um relacionamento amoroso entre os acusados.

Segundo a promotora, Roberto Carlos confessou em interrogatório à polícia que saía para passear com o enteado e o levava para a residência de Angelina, onde era realizado o ritual de magia negra. Eram introduzidas de três a quatro agulhas no corpo da criança. O menino passou por três cirurgias em Salvador, e recebeu alta do Hospital Ana Néri no dia 22 de janeiro.