Árabes defendem que Israel desocupe territórios de palestinos

Agência Brasil

BRASILIA - Representantes dos países árabes defendem a desocupação por Israel dos territórios sob domínio dos palestinos. Reunidos em Brasília, os árabes atribuíram hoje (2) ao governo israelense o atraso econômico e social dos palestinos. Segundo eles, há um tratamento opressivo e duro por parte dos israelenses.

A discussão ocorre a uma semana e meia da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Faixa de Gaza, a Israel e à Palestina, na 2ª Reunião dos Ministros de Assuntos Sociais e Desenvolvimento da Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa).

Estão reunidos, em Brasília, representantes de países latino-americanos e do mundo árabe, para discutir políticas comuns de apoio às populações mais pobres.

Ao criticar a ocupação israelense, a secretária-geral de Assuntos Sociais da Liga dos Estados Árabes, Sima Bahouth, defendeu a independência do povo palestino, dizendo que eles "vêm sendo tratados, historicamente, de forma dura e opressiva".

Segundo ela, os últimos conflitos ocorridos na Faixa de Gaza e os boicotes impostos a esse povo "não têm precedentes na história". Sima pediu o apoio dos demais países da região para forçar Israel a abandonar os territórios palestinos.

O ministro de Assuntos Sociais do Líbano, Selim El-Sayegh se alinhou a causa dos palestinos, defendendo o desenvolvimento social e econômico dessas comunidades.

Ele disse que, no Líbano, "a resposta ao combate à pobreza continua deficiente pois não existem dados precisos sobre a situação da população, o que impede a adoção de políticas públicas". Segundo o ministro libanês, está em andamento no país um pacto social para o desenvolvimento integrado, visando ao desenvolvimento econômico e social, com foco para a prestação de serviços de saúde a grupos vulneráveis.

Há no país 80 bolsões de pobreza, de acordo com El-Sayegh, e o governo quer desenvolver políticas de proteção aos idosos e às crianças de rua. O analfabetismo agrava a pobreza e a vulnerabilidade no Líbano.

Sima Bahouth também fez constatações sobre o cenário de pobreza que enfrentam alguns países pequenos da região. Segundo ela, esses países estão lutando para superar as dificuldades provocadas pela crise econômica mundial, que eclodiu no ano passado.

Para a secretária-geral da Liga dos Estado Árabes, a união internacional em favor dos países que estão em dificuldades, "traz esperança aos nossos povos de saírem da exclusão e os governos da região têm capacidade para atender a essas exigências".