MS: casal é preso suspeito de matar menina de 3 anos a pauladas

Portal Terra

CAMPO GRANDE - Uma menina de 3 anos e 3 meses morreu vítima de espancamento na manhã de domingo em Campo Grande (MS). A Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto dela, suspeitos de espancarem a criança. O casal já havia sido denunciado 10 dias atrás e era investigado por maus tratos. Os dois negam o crime. O casal foi indiciado por maus tratos seguidos de morte, crime que pode motivar pena de 4 a 12 anos de prisão. Até o início desta tarde, os dois não contrataram advogado.

Rafaela Dutra de Oliveira Porto foi levada pela mãe Renata Dutra de Oliveira, 22 anos, e o padrasto Handerson Cândido Ferreira, 25 anos, para o hospital da cidade por volta das 7h05 do domingo, já com parada cardíaca. Ela foi reanimada pelos médicos, mas morreu meia hora depois, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

Do hospital, o corpo da criança foi levado pela funerária até a delegacia, onde seria registrado o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O delegado Cláudio Zotto, ouviu os dois e notou divergência em seus depoimentos. O policial pediu para ver o corpo de Rafaela e, ali, sem recursos algum, segundo ele, notou que a criança tinha sido espancada.

Ainda assim, o padrasto disse à polícia que logo cedo tinha pedido para a criança lavar as mãos. Minutos depois, ele saiu atrás da menina e a teria visto caída numa banheira da casa, desmaiada. A versão dele sustentada também pela mãe contradiz o exame necroscópico preparado por um médico legista do Instituto Médico Legal (IML), que informou que a criança havia sido morta por "evidência de violência", principalmente por um "extenso trauma encefálico".

Antes, o casal havia afirmado que os hematomas no corpo da criança tinham aparecido no dia anterior porque a menina "tinha aprontado" muito e levado umas "cintadas" por isso. Renata e Handerson viviam juntos há pelo menos um ano. Eles seriam dependentes químicos, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

De acordo com o apurado até agora, era rotina, principalmente a mãe, bater na menina. No dia 10 de fevereiro, por meio de denúncia anônima, a mãe e padrasto foram denunciados à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescência (DEPCA).