Radioatividade: consumo de água em cidade da BA é suspenso

Portal Terra

SALVADOR - O Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) e a Secretaria de Saúde da Bahia notificaram a prefeitura de Caetité (BA) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) a suspenderem imediatamente o consumo de água em três pontos onde foram detectadas a presença de radioatividade alfa e beta acima do permitido pelo Ministério da Saúde. Destes três, apenas um ponto é utilizado para abastecimento humano, com radioatividade alfa acima do limite permitido.

O poço da prefeitura do povoado Barreiro, da zona rural de Caetité, abastece cerca de 15 famílias desde 2007, com água armazenada em uma caixa d'água. O índice de radioatividade alfa encontrado foi 0,3, quando o padrão é 0,1 bq/l, de acordo com o ministério. Já o padrão para radioatividade beta é 1 bq/l.

A suspensão foi determinada pelo diretor-geral do Ingá, Julio Rocha, logo após o recebimento dos resultados da última análise de coleta de amostra de água realizada pelo órgão na região, no início de dezembro de 2009.

Os outros dois pontos onde foi detectada a radioatividade estão localizados dentro do pátio da INB e são utilizados para fins industriais. São eles o poço 1, com índice de 4,07 de radioatividade alfa e de 4,05 para radioatividade beta; e a bacia de acumulação Joaquim Ramiro, também dentro da indústria, com 0,23 alfa.

De acordo com o diretor de Regulação do Ingá, Luiz Henrique Pinheiro, o poço 1 está em processo de análise de renovação de autorização para uso da água que, por conta deste resultado, não será renovada. Já o tanque de acumulação não é passível de outorga.

Segundo Julio Rocha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) será comunicado destes resultados para que tome providências em relação ao licenciamento ambiental da INB, que poderá ser suspenso.

O Ingá informou que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) abastece as populações da zona urbana dos referidos municípios com água potável e tratada, que não oferece qualquer risco à saúde humana. Além disso, a Embasa realiza rotineiramente a análise da água de todos os mananciais utilizados para consumo humano.