PMDB antecipa eleições internas para 6 de fevereiro

Portal Terra

BRASÍLIA - O PMDB decidiu antecipar as eleições internas do partido, que vão definir o nome do novo presidente da legenda, para o dia 6 de fevereiro. A decisão foi confirmada em um jantar no qual estavam presentes os principais líderes do partido, em Brasília. Inicialmente, as eleições estavam marcadas para março. Segundo a assessoria de imprensa do PMDB, a medida reforça a importância de começar as atividades eleitorais do partido o mais cedo possível.

No dia 6 de fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), poderá ser reeleito presidente da legenda. O deputado é cotado para ser vice da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), na candidatura à Presidência da República. O partido reforçou que a candidatura à vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2010 é um "compromisso", que foi definido em novembro do ano passado.

Na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que pretende inaugurar o maior número de obras possível até o final de março, para contar com os pré-candidatos do PT e do PMDB no seu palanque. Lula afirmou ainda que pretende entregar o máximo de empreendimentos até abril para poder contar com a presença dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) nas solenidades.

- A partir de abril, Geddel já não estará mais no governo, Dilma não estará mais no governo e quem for candidato já nem poderá subir no palanque comigo - disse. Abril é a data limite para que ministros de Estado deixem o governo para se candidatar a cargos públicos. A partir daí não poderão mais participar de cerimônias de inauguração promovidas pelo governo.

Em reunião realizada na terça-feira, a Executiva Nacional do PDT decidiu oficializar o apoio do partido à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à Presidência da República nas eleições deste ano. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que o partido vai se reunir com Dilma para traçar um cronograma de trabalho.

- Por unanimidade nós fechamos o apoio à ministra Dilma Rousseff. Vamos agora marcar uma reunião com a ministra para definir os pontos programáticos que o PDT não abre mão -disse.

O PDT vai ainda realizar uma convenção nacional para fechar o apoio de forma mais concreta, mas segundo Lupi, são remotas as chances de o PDT desistir do apoio a Dilma para apoiar, por exemplo, uma possível candidatura de Ciro Gomes (PSB). - Não digo que é impossível, mas com o indicativo da Executiva por unanimidade a chance disso acontecer é próxima de zero - afirmou.