Caveiras na passarela da SPFW

Iesa Rodrigues, JB Online

SÃO PAULO - Alexandre Herchcovitch foi o destaque dos desfiles de ontem na edição de inverno da São Paulo Fashion Week. Não pela roupa, nem pelo elenco ou por um cenário especial. O que fez sucesso foi a maquilagem de Celso Kamura, que transformou em caveiras os rostos dos modelos e realçou um conceito de jogo de xadrez, um xeque-mate com a morte como personagem principal. A roupa completou o clima, mas foi coerente com o que o estilista mais famoso de São Paulo costuma propor para o guarda-roupa masculino: a alfaiataria estilizada, em casacos com capuz e ternos de calças estreitas, os casacos mais pesados, com um corte de pelerine, acrescida de mangas duplas, o xadrez, sempre presente em suas coleções, em camisas e a saia estilo kilt, os blusões com capuz, impecáveis, e os tricôs em prata e preto, um maxipull e um pulôver.

O grupo carioca O Estudio preferiu mostrar a pequena coleção em vídeo, com recursos digitais de animação e menções a coletes desenhados e confeccionados para pessoas com problemas de coluna. Uma opção para o formato tradicional dos desfiles? Pode ser, desde que os convidados se animem a sair de casa para assistir a filmes, em vez da emoção da coleção vista de perto, na sala com platéia selecionada, um privilégio para grupos cada vez menores de profissionais de moda.

Na véspera, outra grife carioca, a Animale, mostrou seu poder de marca, com Raquel Zimmermann, Isabeli Fontana e Ana Beatriz Barros, modelos do ranking internacional, no elenco.