Alírio Neto nega "manobra" para acabar com comissão na Câmara do DF

JB Online

BRASÍLIA - De acordo com o deputado distrital Alírio Neto (PPS), a decisão de encerrrar com a CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal que fora criada para investigar o esquema de corrupção que atinge o governo local, não foi uma manobra governista.

Segundo o ex-secretário do governo Arruda, "a manobra foi do juiz" ao determinar o afastamento de oito deputados distritais suspeitos de participar do esquema de arrecadação e pagamento de propina.

A determinação para que os distritais fiquem afastados dos processos de impeachment contra o governo foi assinada na quarta-feira (20) pelo juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª da Fazenda Pública.

No entendimento dos deputados alinhados com Arruda, a decisão anula qualquer ato praticado durante a autoconvocação da Câmara, na qual foi escolhida a composição da CPI. Outro argumento levantado pelos governistas é de que o requerimento de criação da CPI foi assinado por 22 dos 24 distritais, inclusive, os oitos que tiveram o afastamento determinado pela Justiça.

Para os aliados do governador, ao determinar na sentença "a invalidade de todo ato deliberativo já praticado, no qual houve a interferência direta e cômputo do voto dos deputados ora afastados", o juiz encerrou a investigação.

Em funcionamento desde o dia 11 de janeiro, a CPI realizou duas reuniões. Na primeira, foram eleitos o presidente e o relator da comissão. Na outra, conseguiram aprovar a convocação do ex-secretário Durval Barbosa para prestar esclarecimentos e de mais 23 representantes de empresas que são citadas no inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga as denúncias do suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina.