Governo acelera lançamento de segunda etapa do PAC

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar ao máximo que a equipe de governo se desmobilize neste último ano de seu governo por conta das eleições. A importância da continuidade do ritmo de execução dos projetos estratégicos do governo deve ser o principal tema da primeira reunião ministerial deste ano, marcada para quinta-feira. Para manter o cronograma acelerado, o governo planeja lançar, em março, a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, já denominada de PAC 2. O objetivo do governo, segundo explicou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, é garantir que os programas já implantados ou em andamento sejam preservados a partir de 2011, independentemente de quem for escolhido pela população como sucessor de Lula.

Uma das orientações do presidente, nesta segunda etapa do PAC, é que sua equipe analise medidas específicas para as regiões metropolitanas, como saneamento básico e tratamento de resíduos sólidos. Padilha destacou, ainda, que o presidente quer a incorporação, no PAC 2, dos investimentos orçamentários previstos para a área de ciência e tecnologia e de universalização e democratização da internet. Até o momento, ressaltou ele, os investimentos a serem realizados na se segunda etapa do PAC ainda não estão dimensionados, mas o ministro garantiu que os números estarão prontos em março.

Segunda-feira, na reunião com os ministros de sua equipe de coordenação política, Lula tratou da preparação da reunião ministerial. Segundo Padilha, na reunião ministerial o presidente também fará uma avaliação das ações implementadas em 2009. O ministro destacou que, na avaliação do presidente Lula, o fato de o Brasil ter superado a crise internacional não é motivo para desmobilizar as equipes que atuam nesta área . A continuidade das ações, acrescentou, é necessária para que o país mantenha o ritmo acelerado de crescimento e das ações sociais.

Padilha disse, ainda, que o presidente já deixou claro que as eleições presidenciais de outubro de 2010 não serão tratadas nas reuniões de governo. Lula delegou a tarefa de tratar das costuras políticas as direções dos partidos que integram sua base de sustentação, para a preservação da atual aliança.

Pelos menos 16 dos 37 ministros já mostraram interesse em disputar cargos no Legislativo e nos Executivos estaduais, incluindo a ministra da Casa Civil, que é pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. Segundo interlocutores do presidente, a orientação é para que as vagas dos ministros-candidatos sejam preenchidas por secretários-executivos, que estão familiarizados com a rotina das pastas.

A maior preocupação do presidente é em relação ao substituto de Dilma. Os nomes dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Celso Amorim (Relações Exteriores), além das auxiliares mais próximas da ministra, como a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e a subchefe de Avaliação e Monitoramento, Miriam Belchior, estão sendo avaliados. (Com agências)