Chancelaria diz que sete italianos estão desaparecidos no Haiti

Agência ANSA

ROMA - O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou nesta segunda-feira que sete cidadãos do país ainda estão desaparecidos sob os escombros da capital do Haiti, Porto Príncipe, que foi devastada na última terça-feira por um terremoto de 7 graus na escala Richter.

Além deles, foram localizados sob os escombros da sede da ONU no Haiti dois italianos funcionários da instituição, além de um outro identificado sob as ruínas de um supermercado. A Chancelaria informou que sobre eles "há fundadas e concretas razões para fortes preocupações".

- A equipe enviada pela nossa Unidade de Crise, em colaboração com a Embaixada da Itália em Santo Domingo e com o vice-consulado honorário da Itália no Haiti está trabalhando para definir da maneira mais clara e completa possível o quadro dos cidadãos desaparecidos - afirmou a diplomacia italiana em um comunicado.

A nota explica que este número de sete desaparecidos "apresenta um grau de indeterminação" e pode ser alterado conforme surgirem novas informações sobre outros italianos que poderiam estar em Porto Príncipe no momento do tremor.

O Ministério das Relações Exteriores também anunciou que está trabalhando pela repatriação dos italianos que se encontram no Haiti e que realizou uma reunião na noite de ontem com "diversas entidades internacionais" para viabilizar o retorno dessas pessoas.

Durante a reunião foram definidos "os termos para a assistência e repatriação dos cidadãos italianos que desejarem voltar". A Chancelaria informou ainda que "começou a definir novas listas de pessoas a serem encaminhadas em diversos meios de transporte, de acordo com os destinos".

Na reunião de ontem, também foram estudadas "possíveis ações comuns para repatriar cidadãos europeus que se encontrem em áreas distantes da capital e tenham dificuldade para sair do país".

Na última sexta-feira, foi identificado o primeiro corpo de uma italiana vítima do abalo sísmico. Trata-se de Gigliola Martino, de 70 anos, que nasceu em Porto Príncipe, mas possuía dupla cidadania.

Hoje, seis dias após o pior terremoto da região em 200 anos, o governo do Haiti decretou estado de emergência até o fim do mês e 30 dias de luto. Até agora, já foram sepultados 70 mil corpos de vítimas dos tremores de terra.