Rio começa a fechar seus palanques

Leandro Mazzini , Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A seis meses do início das campanhas eleitorais, os candidatos não querem perder mais tempo. As conversas de Carnaval entre aliados vão delinear os palanques para as disputa ao governo do Rio e ao Senado. Em março, aparecem as primeiras confirmações. Por ora, a grande novidade é a entrada de Fernando Gabeira na corrida ao governo, em acordo pré-estabelecido com o PSDB nacional parceiro já tradicional no Rio, porque o candidato à Presidência José Serra precisava de um palanque no estado.

Há quatro nomes pré-confirmados para disputar o Palácio Guanabara. O governador Sérgio Cabral (PMDB), em chapa com o vice Luiz Pezão; o ex-governador e seu agora adversário figadal Anthony Garotinho (PR); Gabeira, pelo PV; e, em breve, espera-se que Wagner Montes (PDT) anuncie sua candidatura. Em suma, aparentemente uma vantagem de três palanques para Dilma Rousseff (PT), com Cabral, Garotinho e Montes, contra um de Serra (PSDB), que é Gabeira.

Tanto a entrada de Gabeira quanto a de Montes podem dificultar a vida de Sérgio Cabral, que até mês passado via-se diante de um cenário tranquilo na disputa, polarizado entre ele e o rival Garotinho que, sem alianças fortes, terá pouco tempo de TV. Aliados de Garotinho recordam, porém, que mesmo com pouco tempo de TV ele ganhou a eleição em 1998.

Montes é um caso curioso. Pode ser alçado à candidatura por dois motivos: um, porque o PDT, aliado do governo, anda brigado com Cabral Carlos Lupi, presidente do partido. Será difícil nova composição com o PMDB. E outro motivo é o fato de o senador Marcelo Crivella (PRB), que tentará a reeleição, ter ficado sem palanque. Tanto Lupi, que deve sair a deputado federal, quanto Crivella têm conversado para lançarem Wagner Montes para terem palanque. Abaixo, um quadro do atual cenário.