Brasileiro condenado à morte na Indonésia teme ser esquecido

Portal Terra

BRASÍLIA - O instrutor de voo livre Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte em 2004 por entrar na Indonésia com 13,4 kg de cocaína, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que teme ser esquecido pela mídia e pelas autoridades. Marco pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceda junto ao presidente indonésio Susilo Bambang Yuhoyono. Um deles foi negado em 2006 e o outro não obteve resposta até hoje. Archer está preso junto com o surfista Rodrigo Gularte, condenado à morte em 2004 por tentar entrar no país com 6 kg de cocaína. Seu processo ainda está em fase de apelação e, se o recurso for negado, a clemência presidencial é o próximo passo.

Segundo o instrutor, ele se envolveu com transporte de cocaína para tentar pagar uma dívida de R$ 95 mil com um hospital. Após um acidente em Bali, em 1997, o seguro cobriu apenas parte das despesas hospitalares e a dívida ficou neste valor. Para saldar a dívida, ele teria aceitado transportar cocaína do Peru ao país, tendo sido capturado no aeroporto em 2003. O embaixador brasileiro no local, Manuel Innocencio de Lacerda, afirmou à reportagem que o Brasil tenta uma solução "harmoniosa", nos casos dos dois condenados. O Itamaraty estaria enviando a eles livros, jornais e artigos de higiene pessoal. O embaixador também afirmou que na última visita, constatou que ambos estão bem.