Chuva em MG: mais um corpo é achado; Aécio lamenta 4 mortes

Ney Rubens, Portal Terra

BELO HORIZONTE - O corpo de um homem que não havia sido identificado até as 19h desta sexta-feira foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros durante a tarde em um córrego do bairro Serrano, na região noroeste de Belo Horizonte. A suspeita é que a vítima tenha sido arrastada pela enchente durante o temporal que atingiu a capital mineira e região metropolitana por volta de 13h. No bairro Milionários, outras três pessoas morreram depois que uma árvore de grande porte caiu sobre a guarita da portaria do Hospital Júlia Kubistcheck, na região do Barreiro, a oeste da capital mineira.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), divulgou nota na qual lamenta as quatro mortes e determina que a direção da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais preste toda a assistência necessária aos familiares das três vítimas que morreram na porta do hospital. O governador determinou ao comando do Corpo de Bombeiros a apuração das possíveis causas do acidente.

Segundo o 5º Distrito de Meteorologia, durante o temporal desta tarde, a chuva ultrapassou os 30 mm de precipitação em uma hora de duração, pouco mais de 10% do volume esperado para todo o mês de janeiro, que é de 296 mm. Os ventos chegaram a 41,4 km/h.

O Corpo de Bombeiros informou que 115 árvores caíram em Belo Horizonte e região metropolitana. A Defesa Civil Municipal atendeu a oito chamados de desabamento e 14 de inundações durante a chuva.

Enchente

Os clientes e comerciantes da avenida Barão Homem de Melo, na altura do bairro Nova Suissa, região oeste de Belo Horizonte, disseram que não houve tempo de salvar nada quando a enchente que atingiu a via "desceu arrastando carros e o que havia pela frente."

O veterinário Gilson Dias Rodrigues disse que estava fazendo compras quando viu seu carro sendo arrastado pela correnteza. "Quando eu sai do sacolão, a água já estava na altura dos pneus. A gente entrou de volta porque estava uma correnteza muito forte e, um pouco depois o carro começou a subir, a suspender, e em seguida a descer a avenida. De dentro do sacolão eu já não pude vê-lo mais. Quando terminou a chuva, a água baixou e a gente encontrou ele todo destruído", disse.

"Encheu tudo muito rápido e estava chovendo granizo. Não tem nem o que dizer, tudo alagado, motor tomado pela lama. Agora é chamar o reboque e ver quanto que fica", afirmou o técnico em informática Hércules Martins.