Helicóptero desaparece no Maranhão com 2 pilotos a bordo

Eveline Cunha, Portal Terra

SÃO LUÍS - Um helicóptero está desaparecido no Maranhão desde a tarde de quarta-feira. A aeronave, comprada por um empresário de São Luís (MA), estava sendo transferida de São Paulo para a capital maranhense. A última vez que os dois pilotos que faziam o transporte deram notícias foi na tarde de quarta-feira, quando eles saíam de Carolina, no sul do Maranhão, em direção a Imperatriz (MA). O alerta sobre o desaparecimento da aeronave foi feito na tarde de quinta-feira, 24 horas após o último contato dos pilotos.

No contato, o piloto pediu uma alteração no plano de voo, trocando o aeroporto de Imperatriz (MA) por uma fazenda em Buriticupu (MA), só que o helicóptero não chegou à fazenda no oeste maranhense.

- Quando recebemos o alerta avisamos ao Salvo Aéreo, em Campo Grande (MS), e começamos a ajudar nas buscas - afirmou o secretário-adjunto de Inteligência da Secretaria de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes.

Dois helicópteros e um avião da Secretaria de Segurança do Maranhão, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e dois helicópteros particulares estão fazendo buscas na região. O helicóptero desaparecido é um Robinson 44, com capacidade para quatro passageiros. O modelo é bastante usado por executivos brasileiros e em diversos países do mundo. Dos pilotos que estão desaparecidos, um é experiente em pilotar este tipo de aeronave e o outro viajava apenas para fazer companhia ao colega.

De acordo com boletins meteorológicos, no dia da partida do helicóptero de Carolina (MA) havia nuvens e chuva na região. A área de onde saiu pela última vez a aeronave é cercada por montes e a polícia do Maranhão não descarta um acidente, mas analisa também a possibilidade de um pouso forçado.

- Uma notícia muito boa é que este helicóptero possui ELT (transmissor de emergência que alerta com um sinal de frequência em casos de acidente) e como o ELT não foi acionado há uma possibilidade muito grande de que não tenha havido um ataque brusco, pelo menos em 80% dos casos o equipamento faz o alerta - afirmou Mendes, que também é piloto.