Família brasileira desiste de lutar por guarda de Sean

Andréa Bruxellas, Portal Terra

RIO - O advogado da família brasileira do menino Sean Goldman, 9 anos, afirmou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, que não vai mais brigar na Justiça contra a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que cassou liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello e determinou a entrega do garoto ao pai, o americano David Goldman. A decisão de Mendes é preliminar e precisa da aprovação do Plenário, porém é de caráter imediato, o que permitirá que Goldman volte com Sean aos Estados Unidos.

"Seria inútil tentarmos qualquer medida agora. Vamos negociar com a AGU (Advogacia Geral da União) uma forma de transição o menos traumática possível", disse Sérgio Tostes.

A guarda de Sean era disputada desde a morte da mãe do menino, Bruna Bianchi, no ano passado. A questão envolve o pai americano, que chegou ao Brasil na semana passada, e o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, com quem o menino vive no Rio de Janeiro. No dia 16, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou que a guarda de Sean deveria ficar com o pai biológico e que o menino deveria retornar aos Estados Unidos 48 horas após a decisão.

A Advocacia Geral da União (AGU) e Goldman apresentaram, na semana passada, dois mandados de segurança com pedido de liminar questionando a decisão de Mello, que havia determinado no dia 17 a permanência do menino no Brasil. Uma liminar concedida por Mello no mesmo dia impediu a entrega do menino a Goldman, derrubada por Mendes. Cabe ao presidente do STF analisar questões urgentes no período de recesso, que começou no dia 20 de dezembro e termina no dia 1º de janeiro.