Visita do presidente do Irã ao Brasil gera protestos de parlamentares

Agência Brasil

BRASÍLIA - A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil e ainda na tarde de hoje (23) ao Congresso Nacional causou protestos de alguns parlamentares. Os deputados Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) estenderam uma faixa no Salão Verde da Câmara com os dizeres "Holocausto nunca mais".

Acompanhando os parlamentares estavam dois sobreviventes do Holocausto, entre eles, Ben Abrahan, 85 anos, natural da Polônia e presidente da Associação dos Sobreviventes do Nazismo no Brasil e vice presidente da Associção Mundial.

Abrahan disse que passou cinco anos e meio nos campos de concentração nazista e desqualificou Ahmadinejad que já negou a existência do holocausto. "Eu vi câmara de gás trabalhando dia e noite, eu vi chaminés de crematórios jogando fumaça negra com cheiro de carne queimada e agora vem esse indivíduo dizendo que não houve o Holocausto e ele ainda é recebido como chefe de Estado pelo nosso governo", criticou Ben Abrahan que é naturalizado brasileiro.

Segundo ele, no período em que esteve em campo nazista, todas as crianças, pessoas inválidas e velhas eram enviadas diretamente para a câmara de gás.

O deputado Itagiba afirmou que a visita de Ahmadinejad é repudiada pela maioria dos parlamentares que defendem os direitos humanos. Ainda de acordo com o parlamentar, o holocausto matou mais de 6 milhões de inocentes. "A negação que o presidente faz do holocausto é um insulto e toda provocação deve receber uma resposta que é o repúdio."

"É uma visita que causa muita vergonha ao Brasil e ao Congresso", disse Itagiba que é autor de um projeto que criminaliza o holocausto e aqueles que não o reconhecem.