Preso na Islândia, Hosmany exige condição para voltar ao Brasil

Portal Terra

SÃO PAULO - O médico Hosmany Ramos, que foi preso na Islândia, propôs ao Ministério da Justiça desistir de se defender de um pedido de extradição que o governo brasileiro fez e retornar para o país. A condição imposta por Hosmany é de que ele cumpra o resto da pena no Estado de Tocantins, onde vive sua mãe, e não em São Paulo. As informações são da coluna de Monica Bergamo na Folha de São Paulo.

Hosmany Ramos foi preso em 1981 e condenado a 47 anos de prisão por crimes de assassinato, sequestro e roubo. Ele cumpria pena no interior de São Paulo e fugiu do país durante uma saída temporária no Natal do ano passado. No Brasil, ele se diz inocente e alega que sua condenação foi articulada pelo governo militar. No início de agosto ele foi preso na Islândia tentando embarcar com um passaporte falso. A Justiça islandesa já negou um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.

De acordo com a coluna, representantes de Hosmany conversaram com Romeu Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça, e receberam como resposta que o governo não vai retirar o pedido de extradição, mas pode defender que o médico cumpra pena no Estado da mãe por "razões humanitárias". O secretário não teria assumido nenhum compromisso, já que a decisão cabe à Justiça.

A coluna afirma ainda que, por ter fugido durante saída temporária de Natal, em 2008, o médico pode ter dificuldade em fechar acordo com os tribunais brasileiros.