Presidente estadual do PRP é assassinado com 3 tiros em MT

Portal Terra

CUIABÁ - O presidente estadual do PRP em Mato Grosso, Arkybaldo Junqueira do Santos, foi assassinado com três tiros nesta quinta-feira, na frente de sua empresa, onde também funciona a sede do partido, no bairro Poção, em Cuiabá (MT). Ninguém foi preso e a polícia investiga o caso.

Segundo informações da Polícia Civil, o crime ocorreu quando a vítima estava abrindo a loja pela manhã. Um homem que aguardava em um ponto de ônibus se aproximou e disparou contra o empresário pelas costas. Nada foi roubado. Após os disparos, o homem, ainda não identificado, subiu numa motocicleta e fugiu do local.

De acordo com Silvia Paluzzi, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), é possível que tenha ocorrido uma execução, pois o criminoso aguardou o empresário chegar para atirar. Sobre o que motivou a execução, Silvia Paluzzi, destacou que existem várias linhas de investigações, como por exemplo, político. A delegada não descarta nenhuma das hipóteses.

Em meados de outubro, Arkybaldo Santos declarou que iria pedir que a vereadora Regiane Rodrigues Freitas fosse expulsa do partido. Ela foi presa no dia 15 de outubro na Operação Tribuna do Pó, de repressão ao tráfico de drogas. Ela irá responder por associação ao tráfico de drogas e financiamento para o tráfico.

Arkybaldo Santos assumiu o partido após uma intervenção da nacional com a justificativa que a gestão anterior teria cometido enriquecimento ilícito. O Terra procurou a direção nacional do PRP, mas ninguém foi localizado.

O ex-presidente do PRP, Plauto Augusto Vieira, disse que não conhecia Arkybaldo do Santos e ninguém da diretoria atual.

- Não tenho nada contra ele e ninguém da direção atual. Eu fiquei chocado com o crime, não havia nenhuma rixa entre nós. Eu assumi a direção em 2005, consegui eleger três vereadores e um prefeito, quando soube pela nacional que iria ser destituído do cargo. Após o fato, fui convidado para integrar o PCdoB. Não tinha o porquê de ficar num partido que não valorizou o meu trabalho - disse Plauto Vieira.