Estudo do MEC revela disparidades em salários de professores

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação sexta-feira traçou um quadro preocupante das desigualdades de remuneração que atingem os professores brasileiros. Um profissional da educação básica da rede pública de Pernambuco, por exemplo, ganha menos de um terço do salário pago ao mesmo professor no Distrito Federal. Enquanto o professor de Pernambuco recebe, em média, R$ 982, o do Distrito Federal recebe R$ 3.360, uma diferença de 242%, ambos com uma carga horária de 40 horas semanais.

O levantamento levou em conta a média dos salários pagos em 2008 aos 1.984.837 professores que dão aulas na rede pública de ensino dos estados. A média dos salários pagos no Brasil para esses profissionais é de R$ 1.518,26 em 16 Estados os professores recebem um valor menor que esse. Em 2003, a média nacional era de R$ 919,84, o que mostra um crescimento de 65% nos salários dos professores nos últimos cinco anos. O estado que mais teve aumento foi Sergipe, que passou de R$ 719 em 2003 para R$ 1.611 no ano passado o valor mais que dobrou. Mesmo assim, Sergipe ainda está na décima posição do ranking de salários. O estado com o menor aumento no período foi o Amapá, que passou de R$ 1.194 para R$ 1.615 aumento de 35% que o coloca na nona posição do ranking nacional.

O levantamento do MEC também comparou o nível salarial dos professores sem curso superior com aqueles que pelo menos possuem ensino superior incompleto. Com mais estudo, a média salarial brasileira sobre para R$ 1.612,32 aumento de 6%. Isso quer dizer que os professores da educação básica que cursam ou concluíram uma faculdade ganham R$ 94 reais a mais por mês em relação aos colegas que têm apenas ensino médio. (Com agências)