SP: índice de mortes em estradas aumenta nos últimos anos

Portal Terra

SÃO PAULO - O índice de mortes por acidentes cresceu nas seis principais estradas estaduais de São Paulo entre 2001 e 2008, segundo dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Segundo a edição desta quinta-feira da Folha de S.Paulo, o índice detectado é pior em relação aos padrões internacionais no sistema Anchieta-Imigrantes.

Os números pioraram mesmo com a expansão da fiscalização eletrônica. O aumento atinge as concessionárias AutoBan, EcoVias e ViaOeste. Na Anhanguera-Bandeirantes, atendida pela Autoban, o índice passou de 1,83 para 2,32. Na Ecovias, que administra Anchieta-Imigrantes, o índice chegou a 3,24; e na parte da Castello Branco e da Raposo Tavares administrada pela ViaOeste, o índice subiu de 0,89 e 2,35.

Esse índice é baseado em uma fórmula que considera fatores como número de vítimas, fluxo de tráfego e extensão de rodovias. A Artesp, baseada em padrões internacionais, considera seguras estradas com média inferior a 2,5, o que coloca a Anchieta-Imigrantes entre as estradas mais violentas. Uma média inferior a 2,5 é a meta da agência para todas as rodovias privatizadas de São Paulo, até 2020.

Na média geral, segundo o jornal, a violência nas rodovias privatizadas diminuiu de 4,12 para 3,32, o que demonstra que a melhoria foi concentrada nas estradas que não passam pela capital. Não está prevista nenhuma sanção às concessionárias pela piora nos índices.

Citado pela Folha, o gerente de Segurança da Artesp Carlos Campos afirma que as causas mais prováveis para o aumento nos índices são aumento do tráfego, crescimento de cidades ao lado de estradas e melhoria nas condições de rodovias, pois os motoristas aceleram mais em estradas bem asfaltadas.