Dilma: denúncia de indicação de acusado é irrisória

Portal Terra

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou nesta quarta-feira que tenha participado de qualquer indicação de um advogado para o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e disse que o episódio de suposta recomendação de um defensor para o integrante do governo, acusado de corrupção, é "irrisório".

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo diz que Dilma, sua secretária-executiva, Erenice Guerra, e o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, teriam indicado um advogado denunciado pela Justiça por corrupção e formação e quadrilha para a defesa do ex-ministro Silas Rondeau. Gravações telefônicas da Polícia Federal teriam registrado uma conversa em que Silas cita o nome dos três integrantes do governo.

Indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Toffoli, como advogado-geral, seria proibido de fazer essa interferência porque ele próprio seria encarregado de processar Silas para tentar recuperar os recursos supostamente desviados.

- Eu não só não interferi em nada disso como eu não sou advogada, não tenho experiência nessa área e não aceito que tenha feito nenhuma interferência nesta questão. Não tenho que comentar isso. Qualquer coisa vocês perguntem a ele ou às pessoas que falam que indicaram para ele. Eu não indiquei nada para ele. Não tenho conhecimento disso - afirmou a ministra.

- A Erenice (Guerra) não comentou isso comigo, até porque isso é absolutamente irrisório - disse, se negando a comentar uma eventual confiabilidade da secretária-executiva de sua pasta. - Eu vou insistir nisso. Eu não vou comentar esse assunto. Acho que não cabe. Senão nós iremos fazer de algumas coisas complicações onde não existe - declarou.

O nome de Erenice Guerra já apareceu em episódios como a preparação de um suposto dossiê com despesas confidenciais do governo Fernando Henrique Cardoso e, recentemente, coordenando um suposto encontro entre Dilma e a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira, no qual teria sido pedido que o Fisco agilizasse investigações contra empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).