Mulher de Toffoli teria sido indicada como assessora da Casa Civil

Portal Terra

BRASÍLIA - A mulher do indicado pelo Governo Federal para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, teria sido nomeada como assessora da Casa Civil em 2003, nove meses depois do seu marido assumir um posto de chefia na mesma pasta, segundo informações da edição desta sexta do jornal Folha de S. Paulo.

A súmula vinculante nº 13 editada pelo STF em agosto de 2008 proibiu situações como essa, declarando inconstitucional a nomeação nos três poderes e nos âmbitos municipal, estadual e federal de parentes de servidores públicos em cargos de chefia, direção ou assessoramento.

Mônica Ortega Toffoli teria permanecido no cargo por cerca de um ano, com nomeação registrada no Diário Oficial da União em agosto de 2003. Como assessora da Diretoria Geral da Imprensa Nacional, órgão que pertence à estrutura da Casa Civil, Mônica teria ganho um salário de R$ 4,9 mil.

Ao jornal, por meio de sua assessoria de imprensa, Toffoli negou a indicação de sua mulher e disse que os dois estavam separados na ocasião. A Casa Civil teria encaminhado na época uma resposta à Câmara, dizendo que Mônica era mulher de Toffoli, mas a assessoria do magistrado informou à Folha que isso aconteceu porque eles não formalizaram a separação.

Ouvida pela Folha, Mônica também teria se recusado a dizer a quem coube sua indicação, se limitando a afirmar que tinha todas as qualificações exigidas para o cargo. O diretor geral da Imprensa Nacional na época, Fernando Tolentino, disse à Folha que o seu nome foi indicado porque pediu uma pessoa com perfil para trabalhar em relacionamento com público externo. Tolentino, entretanto, disse ao jornal saber que Mônica era mulher de Toffoli.

Mônica disse ao jornal achar 'absurdo' o fato de ter sua vida profissional investigada pelo fato de Toffoli ter sido indicado para um cargo público. Ela também argumentou à Folha que é uma profissional de relações públicas reconhecida, que trabalhou em empresas como Nestlé e Bayer e que trabalha na área desde os 17 anos de idade.