CPI contra Yeda fecha acordo para votar requerimentos

Portal Terra

SÃO PAULO - A CPI criada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB) começará a votar requerimentos na próxima segunda-feira. O relator Coffy Rodrigues (PSDB), acompanhado do vice-presidente Gilberto Capoani (PMDB), se reuniu com a presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT) para definir as primeiras oitivas.

O acordo ocorre cerca de um mês depois da instalação da CPI, devido a divergências entre os deputados oposicionistas e os governistas. O deputado Coffy solicitou a presença do procurador geral da Assembleia, Fernando Ferreira, na reunião, para garantir a isenção nas negociações.

Houve consenso na maioria das decisões que serão levadas aos oito deputados que vinham solicitando o acordo em reunião na segunda-feira.

- Vai haver entendimento se o principio do colegiado for respeitado e de uma vez por todas a comissão segue a todo vapor. Como sempre defendemos, não vamos cercear o direito dos deputados e vamos discutir com a comissão item por item - disse o relator.

Na segunda-feira haverá a apreciação do regramento geral da CPI e a votação dos requerimentos das primeiras pessoas a serem ouvidas. O deputado vinha tentando acordo desde a primeira sessão para que fosse colocado em discussão o seu plano de trabalho.

Coffy discutiu ainda o início das investigações. Na segunda-feira, Stela colocará em votação os quatro primeiros nomes a serem ouvidos. Ele sugere ouvir os ex-presidentes do Detran Estella Maris Simon e Sérgio Buchmann e o atual presidente do órgão, Sérgio Fernando Filomena.

Sugere ainda a convocação do secretario adjunto da Administração e Recursos Humanos, Genilton Ribeiro, para confrontar com a versão das declarações de Buchmann. Ele foi citado nas declarações do ex-presidente do Detran-RS ao MPF.

O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou o suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran-RS, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público.

A governadora responde ainda a processo judicial movido pelo MP e é investigada por uma CPI na Assembleia.