Justiça dá 60 dias para Curió entregar arquivos sobre Araguaia

Portal Terra

DA REDAÇÃO - A 1ª Vara Federal de Brasília (DF) determinou na última sexta-feira que o tenente-coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura preste depoimento e entregue, no prazo de 60 dias, todos os documentos relativos à Guerrilha do Araguaia que estiverem em seu poder.

Curió teria documentos sobre a atuação militar nos conflitos. Em junho, ele informou à imprensa que 41 guerrilheiros mortos pelas Forças Armadas foram executados depois de presos.

A guerrilha atuou na década de 1970, promovida por grupos contrários ao regime militar que vigorava no Brasil. O movimento foi organizado pelo PCdoB e seus integrantes pretendiam derrubar o governo e instaurar o comunismo, iniciando o movimento pelas zonas rurais. Curió liderou a repressão à guerrilha. A estimativa é que mais de 60 guerrilheiros tenham morrido nos confrontos com o Exército.

Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), os documentos sobre a guerrilha que estavam em poder da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foram juntados ao processo judicial em julho passado.

Na decisão, a Justiça também negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que solicitava a suspensão dos trabalhos de localização dos corpos dos guerrilheiros mortos. A Justiça concedeu ainda, segundo a AGU, a autorização para a entrada e buscas por corpos nas propriedades particulares localizadas na região do conflito.