PM prende 7 supostos membros do PCC após tiroteio em SP

Portal Terra

SÃO PAULO - A Polícia Militar prendeu na manhã deste sábado na periferia de Presidente Prudente, em São Paulo, a 565 km da capital, sete pessoas que trocavam tiros durante um acerto de contas entre facções rivais e apreendeu em poder delas sete armas de fogo, munição além de um colete à prova de balas. Na troca de tiros uma viatura da PM foi atingida. Ninguém ficou ferido.

Os presos pertencem a facções rivais que agem dentro e fora dos presídios paulistas: Primeiro Comando da Capital (PCC) e Amigos dos Amigos (ADA - dissidentes e oposição do PCC).

O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu denúncias sobre o tiroteio e uma equipe que patrulhava nas imediações foi até o local indicado, Jardim Morada do Sol, bairro que fica no extremo norte da cidade. Ao chegarem no local, os policiais foram recebidos a bala por integrantes do bando. A viatura policial foi atingida.

Os policiais se abrigaram e solicitaram reforço. Viaturas da Companhia de Força Tática seguiram para o local. Os envolvidos correram e esconderam em uma casa que foi cercada pela policia. Com a chegada do reforço, os policiais entraram e prenderam cinco pessoas: Luciano Brás Fernandes, 19 anos; Jonathan Aparecido Pereira Bandieira, 20 anos; Anderson Roberto da Cruz, 26 anos; Elias Rodrigues e um adolescente. Com eles, a PM apreendeu cinco revólveres e um colete à prova de balas.

Em outro ponto, escondidos na copa de uma árvore, os policiais localizaram Jorge Lucas Custódio, 19 anos, e outro adolescente, ambos com uma arma de fogo. A guerra entre os dois grupos ocorre por acerto de contas e disputa pela soberania das facções diferentes que convivem no mesmo setor da cidade.

Todos os detidos, incluindo os adolescentes já contam com várias passagens pela polícia, acusados por tráfico de entorpecentes, roubo, furto e até homicídio. Eles foram encaminhados para o plantão permanente da Delegacia Participativa onde as armas foram apreendidas. Os envolvidos foram autuados em flagrante e os menores encaminhados para o Juizado da Infância e da Adolescência.

A Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar as procedências das armas e do colete balístico.