Irmão diz que boxeador canadense era ameaçado pela mulher

Portal Terra

RECIFE - O irmão do boxeador Arturo Gatti, Fabrizio Gatti, confirmou em depoimento realizado nesta quarta-feira à polícia de Pernambuco que o ex-campeão era ameaçado de morte pela mulher Amanda Rodrigues. O depoimento aconteceu na delegacia de Ipojuca. Segundo o delegado Paulo Alberis, que acompanha o caso, será realizada a reconstituição do crime na próxima semana na Praia de Porto de Galinhas, litoral sul do estado. O ex-campeão mundial de boxe foi encontrado morto na sala de um flat no último sábado.

Em entrevista a um jornal canadense, familiares de Arturo Gatti disseram acreditar que Amanda Rodrigues seja de fato a responsável pela morte do boxeador. Segundo o relato, o casal vivia sempre brigando e em diversas ocasiões ela teria ameaçado matá-lo.

A briga mais recente teria ocorrido há cerca de mês, depois de uma discussão. Amanda Rodrigues, 23 anos, está detida desde o último domingo na Colônia Penal Feminina do Recife sob suspeita de ser a autora do homicídio. O advogado de defesa dela, Célio Avelino, entrou com pedido de habeas-corpus, mas ainda não foi julgado pela Comarca de Ipijuca.

O delegado Paulo Alberis pretende finalizar o inquérito até a próxima semana. Para isso, realizará a reconstituição do crime na segunda-feira, à noite, com a presença de Amanda Rodrigues, que já teve autorização da Justiça para acompanhar os trabalhos. Para a Polícia Civil de Pernambuco, não há dúvidas do envolvimento da mulher na morte de Arturo Gatti, que foi encontrado com sinais de estrangulamento e de agressão na cabeça, na sala do apartamento onde o casal pretendia passar 30 dias de férias.

O corpo do pugilista, depois de liberado pelo irmão, foi embalsamado e encaminhado na madrugada desta quarta-feira para São Paulo, de onde segue para o Canadá. O filho do casal, um bebê de 10 meses, está sob a guarda de uma irmã de Amanda. Entretanto, familiares de Arturo Gatti afirmam que vão lutar pela guarda da criança.