Ciro descarta candidatura se Aécio for o nome tucano

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Ao lado do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), demonstrou que pretende rivalizar com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições presidenciais de 2010. Aécio e Serra são pré-candidatos do PSDB à eleição presidencial de 2010. Questionado se sairia candidato se Aécio se candidatasse em 2010 contra a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil), Ciro disse que não.

Eu posso dizer, adiantando um pouco o expediente, que se o Aécio for candidato de um lado e a Dilma de outro, eu não preciso ser candidato revelou. Questionado se entraria na disputa se o adversário de Dilma fosse Serra, o deputado disse que, nesse caso, queria ser candidato. Ciro também falou sobre a possibilidade de ser candidato a governador de São Paulo. Eu não estou pensando em me candidatar em São Paulo. Neste momento, o que eu quero é ser candidato a presidente da República. Agora, não faço disso nenhum meio de vida, só serei se for necessário.

Ciro também criticou Serra e o seu jeito de fazer política.

Os métodos do Serra são conhecidos. Ele não enfrenta adversários, na minha opinião, com a linguagem naturais do antagonismo político eleitoral. Ele trata adversários como inimigos a serem destruídos e isso é uma cautela que eu, que já fui vítima disso por várias vezes, advirto a todos os outros disse o deputado. Ao comentar as denúncias do mensalão, Ciro criticou a forma como o PSDB se comportou e reclamou da tentativa de golpe contra a democracia. Naquela crise, assim chamada de mensalão, para além da justa denúncia escalou-se um golpe de Estado que seria de uma destrutiva erosão da jovem democracia brasileira. Boa parte do partido dele (Aécio) estava nesse golpe. Naquela crise, enquanto se escalou o golpe, o Aécio esteve pelo lado da democracia. Não para perdoar os defeitos, nunca deixou de ser um opositor decente, correto, tanto que o presidente Lula o distingue em momentos importantes.

O deputado também não poupou críticas ao PSDB de São Paulo, de Serra, afirmando que ele radicalizava o partido contra Lula.