Parentes de vítimas da TAM pedem rapidez na investigação

Agência Brasil

SÃO PAULO - Parentes das vítimas do voo 3054 da TAM, que colidiu e explodiu em um prédio da empresa, próximo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, voltaram a pedir rapidez nas investigações do acidente.

As famílias das vítimas queixam-se que a Polícia Federal (PF) demora a indicar um novo delegado para presidir o inquérito. O delegado da PF Pedro Serzi Junior, que comandou o inquérito no início das investigações, foi destituído do caso devido a questões administrativas. Um substituto ainda não foi indicado. O acidente com o voo da TAM ocorreu em julho de 2007 e deixou 199 mortos.

O inquérito, iniciado há 23 meses, ainda sofreu atrasos porque ficou parado na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo devido a um procedimento administrativo de inspeção, a que todas as varas criminais são submetidas.

- A gente aguarda a indicação o mais rápido possível. Já há algum tempo eu tenho feito esse pedido - afirmou na noite de ontem o procurador da República em São Paulo, Rodrigo de Grandis.

De acordo com o procurador, o inquérito da PF, que corre em segredo de Justiça, está em fase final. Faltam apenas algumas inquirições e o relatório final.

O inquérito da Polícia Civil de São Paulo, presidido pelo delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa, sobre o mesmo acidente, foi concluído e anexado ao da PF.

-O que nós queremos e estamos pedindo tanto ao Ministério Público Federal quanto à Polícia Federal é que imprima uma celeridade para que esse inquérito se conclua. Nós queremos o mais rápido possível que todos os responsáveis por essa tragédia sejam apontados para que a gente vá buscar a justiça - disse o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam), Dario Scott.

Nes domingo, os familiares das vítimas realizam uma manifestação no Aeroporto de Congonhas para alertar a população sobre a necessidade de se cobrar das autoridades e empresas maior segurança e fiscalização no setor de transporte aéreo.