Voo 447: Aeronáutica e Marinha encerram as buscas

Jornal do Brasil

RECIFE - Depois de 26 dias, os comandos da Aeronáutica e da Marinha decidiram encerrar a operação de busca por corpos, despojos das vítimas ou destroços do Airbus A330 da Air France, que desapareceu quando fazia o voo AF447, entre Rio e Paris, com 228 pessoas a bordo, de 32 nacionalidades. O anúncio foi feito na sede do Cindacta 3, em Recife.

Apesar do uso de 12 aviões e 11 navios, nenhum corpo foi encontrado nos últimos nove dias, na maior e mais complexa operação de busca já realizada pelas forças armadas brasileiras em área marítima . Ao todo, mais de 600 partes e componentes estruturais do avião, além de bagagens, foram recolhidos. Ficaram atuando na área apenas as embarcações dedicadas a encontrar os sinais das caixas-pretas do jato, missão coordenada pela França.

Os números dão a dimensão do esforço logístico. Foram 35 mil milhas navegadas pelos barcos brasileiros, quase oito vezes a extensão da costa. Na FAB, os números igualmente são impressionantes: 1.500 horas de voo, buscas visuais numa área de 350 mil quilômetros quadrados, mais que o triplo do Estado de Pernambuco. O avião R-99, por sua vez, de busca eletrônica, voou sobre quase dois milhões de quilômetros quadrados. Participaram diretamente 1.344 militares da Marinha e 268 da FAB. Ao todo, o efetivo reuniu mais de 1.600 profissionais.

Os despojos que sexta-feira a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco confirmou serem da 51ª vítima haviam sido retirados do mar no dia 17. Foram 51 corpos resgatados. Os peritos identificaram 14 pessoas. Dez são brasileiras, sendo cinco homens e cinco mulheres. Entre os quatro estrangeiros, há três homens e uma mulher. Um dos identificados é o do comandante do avião, Marc Dubois, de 58 anos.