Senado: aliados reforçam defesa. Diretorias 'exóticas' permanecem

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Pressionado, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), passou a manhã de sexta-feira reunido com seus aliados Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado, e Gim Argello (PTB-DF). Sarney vem sendo pressionado nos últimos dias a se licenciar da presidência da Casa.

Após a reunião com os aliados, Sarney saiu sem falar com a imprensa. Renan também se manteve calado. Argello defendeu Sarney da última denúncia de favorecer o neto, que tem uma empresa de crédito consignado para funcionários do Senado. Argello disse que José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, é um bom menino . O petebista também se mostrou contrário à saída de Sarney da presidência do Senado.

Diretorias

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), revelou sexta-feira que, por dificuldades internas , algumas diretorias da Casa que precisariam ser extintas ainda não o foram. Levantamento realizado pela Agência Brasil no Portal da Transparência do Senado mostra que a extinção de 50 diretorias e cargos de direção do Senado, determinada em março por Heráclito, não foi cumprida na íntegra. A pesquisa mostra que 21 cargos de direção e diretorias permaneceram, apesar da decisão da Mesa Diretora entre elas as que causaram maior polêmica, como a de Coordenação de Administração de Residências (diretoria de garagem) e a de Coordenação de Apoio Aeroportuário (diretoria de check-in).

O senador afirmou que a Casa terá sua estrutura administrativa modificada depois que a Fundação Getúlio Vargas concluir estudo sobre o Senado.

O estudo vai traçar um novo quadro funcional do Senado. Estamos tranquilos para que esse novo quadro de pessoal seja implantado afirmou o primeiro-secretário.