Governador do MT questiona hidrelétricas no Rio Madeira

Agência ANSA

PALMAS - O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), levantou hoje, durante o 5° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Tocantins, questionamentos sobre a construção das usinas de Santo Antônio e de Jirau, que juntas formam o Complexo Hidrelétrico no rio Madeira, na fronteira com a Bolívia.

Maggi destacou sua posição durante reunião com os colegas Marcelo Miranda (do Tocantins); José de Anchieta (de Roraima); Binho Marques (do Acre); Ana Júlia Careppa (do Pará), e Valdez Góes (do Amapá), além do senador Leomar Quintanilha e representantes da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Banco da Amazônia S/A (Basa) e dos Ministérios do Planejamento e Fazenda, entre outros.

O governador mato-grossense disse não ser contra a construção das usinas no rio Madeira, mas questionou que estas recebam parte das verbas da Sudam e também advertiu sobre o custo social que tais edificações podem causar.

A posição de Maggi não obteve o apoio de todos os governadores, mas durante a reunião houve um relativo consenso em relação à preocupação pelos altos custos sociais que o complexo pode gerar às populações locais.

Com orçamento perto dos R$ 13 bilhões e apoio do governo federal, o projeto também é questionado pelo governo da vizinha Bolívia e por ambientalistas, que temem que as hidrelétricas causem um grande impacto socioeconômico.

No mesmo local, é realizada hoje a 5ª Reunião Ordinária do Sudam, que também conta com a participação dos governadores. O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, também participa.

Os governadores também aproveitaram a ocasião para expressar sua solidariedade ao colega de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), cassado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político, praticado em 2006.