Governador cassado do TO diz que está tranquilo e recorrerá

Portal Terra

PALMAS - Um dia depois de ter cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), afirmou que está "tranquilo" que vai recorrer da decisão. A declaração foi dada durante o Fórum de Governadores da Amazonia Legal, em Palmas.

- Nós vamos recorrer e aguardar a decisão porque cabe a nós o direito de recorrer. Estou muito tranquilo, não é o dia de ontem que vai fazer com que eu abaixe a cabeça, pelo contrário, nós vamos continuar de cabeça erguida trabalhando em prol do nosso Estado e da bandeira do nosso Estado e consequantemente rever algumas questões. A equipe está tranquila sabendo das nossas responsabilidades - afirmou Marcelo Miranda.

O governador e o vice, Paulo Sidnei (PPS), tiveram os mandatos cassados pelo TSE por abuso de poder político. Os dois continuam no cargo até acabar todas as possibilidades de recurso. Se a cassação for confirmada, o Estado passado por eleições indiretas.

Miranda também falou sobre a situação de outros governadores que também podem ter mandatos cassados, como o governador Ivo Cassol, de Rondônia.

- Nós temos que correr atrás da reforma política. Foram três governadores cassados, pode ser quatro, cinco, seis. Eu não desejo para nenhum porque nós fomos para as ruas, para as praças, defender a candidatura transparente e foi o que aconteceu. Agora eu só tenho a dizer que estou muito tranquilo não desejo aos colegas que ainda tiver o processo que aconteça algo com eles, porque quem perde com isso é a população.

Acusações

O recurso foi impetrado em 2007, pelo ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Entre as acusações contra Miranda estão abuso de poder econômico, compra de votos e conduta vedada a agente público durante a eleição de 2006.

Em parecer emitido dia 23 de março, o vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, opinou pela cassação de Marcelo e determinou a realização de novas eleições. Ainda segundo o parecer, entre as irregularidades que teriam sido cometidas pelo então candidato à reeleição estariam o preenchimento de cargos públicos, a distribuição de bens e serviços pagos pelo poder público, o uso indevido dos meios de comunicação, a distribuição de casas, óculos e cestas básicas.