Lei Seca: caem 25% dos casos de acidentes nas emergências

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O efeito das operações, realizadas todos os dias segundo o subsecretário, já é sentido nos setores de emergência dos hospitais cariocas. De acordo com o subsecretário de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, João Luiz Ferreira Costa, a Lei Seca é responsável pela queda de 25% dos casos de vítimas de acidentes automobilísticos que chegam aos cuidados médicos.

Trabalho em CTI há 27 anos e na secretaria que toma conta dos hospitais de emergência do município. A Lei Seca foi um grande avanço. De 2007 para 2008 houve uma redução de quase 25% das vítimas de acidentes. Numa área em que sabidamente as pessoas andam em alta velocidade, como na avenida das Américas, na Barra, houve uma grande queda no hospital que atende essa região, o Lourenço Jorge.

João Luiz Ferreira Costa não sabe precisar o quanto deixa-se de gastar com a queda no atendimento de vítimas do trânsito. Mas estima que seja um valor da ordem de milhões por mês.

Quando o acidente está associado a álcool, em geral, as vítimas chegam em estados muito mais graves. E quase sempre há outras pessoas envolvidas. O indivíduo colide e ainda atropela todo mundo. Posso dizer que é uma economia da ordem de milhões de reais. Isso falando de gasto direto, fora o indireto.

22.468 carros abordados

Desde quando a operação Lei Seca foi para as ruas do Rio, em 19 de março deste ano, 22.468 veículos foram abordados, 4.653 multados, 1.402 rebocados, 2.660 habilitações apreendidas, 20.532 testes com etilômetro realizados (1.936 motoristas se recusaram a fazê-lo, mas 19.654 sopraram e foram liberados), 641 sofreram sanções administrativas e 247 sofreram infrações criminais. Este é o balanço mais recente, revelado pelo subsecretário de Estado de Governo Carlos Alberto Lopes, também o coordenador da operação.

No estado do Rio, em 2008, morreram 2.550 pessoas e 25 mil pessoas ficaram feridas. Foi por isso que o governador resolveu implantar uma política de governo permanente. Não adiantam operações sazonais. Nossa intenção é gradativamente chegar nos municípios do interior do estado. Vamos estender nossos trabalhos até lá. Eles tem os mesmos problemas.

A operação continuará a ser diária e realizada até o fim do governo, garante Carlos Alberto Lopes. Ele conta ainda que uma pesquisa encomendada pela secretaria, cujo resultado será divulgado em breve, indica que a popularidade da operação Lei Seca é alta.

O nível de aprovação e de conhecimento da operação é próximo de 100%.