JBS diz não ter ligação com esquema investigado pela PF de Rondônia

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PORTO VELHO - O frigorífico JBS confirmou nesta quarta-feira que a Polícia Federal esteve na véspera em sua unidade de Porto Velho devido a uma investigação sobre um suposto esquema ilegal que envolveria empresários e funcionários públicos, mas que nenhum equipamento foi apreendido.

A PF e o Ministério Público Federal em Rondônia deflagraram na terça-feira a 'Operação Abate' para investigar denúncias de que empresas da indústria de carne bovina e de laticínios, entre outras, pagavam a servidores públicos e fiscais para obterem aprovação de projetos, liberação de produtos impróprios para o consumo ou fora de padrão, entre outras irregularidades.

- Vale ressaltar que nenhum dispositivo de armazenamento de dados eletrônico, computador ou qualquer tipo de equipamento da JBS foi apreendido, pois não foi encontrada nenhuma evidência de crime - afirmou o frigorífico em comunicado ao mercado nesta quarta-feira.

A empresa afirmou 'não ter qualquer tipo de ligação a crimes associados a este inquérito que envolve a Superintendência Federal da Agricultura em Rondônia, ou em qualquer outro Estado'.

A companhia tem operações, além do Brasil, nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Argentina, e é a maior empresa do setor de carne bovina do mundo.

Na terça-feira, o procurador da República Reginaldo Trindade, que conduziu a investigação pelo Ministério Público Federal, explicou que a unidade da empresa em Porto Velho praticava a adição de água à carne para aumento de peso.

Durante a operação foram presos 22 suspeitos de participar do esquema, entre empresários e funcionários públicos, além de cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Superintendência Federal da Agricultura em Rondônia, na residência de vários investigados e na sede de diversas empresas envolvidas no esquema.