PF prende quadrilha do INSS

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A Polícia Federal deflagrou segunda-feira a Operação Tarja Preta para desarticular duas quadrilhas de fraudadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas Gerais. Duas mulheres consideradas líderes dos esquemas foram presas preventivamente em Belo Horizonte e em Sete Lagoas. Outras quatro pessoas foram indiciadas. A estimativa da PF é que o esquema criminoso já tenha causado um prejuízo de cerca de R$ 15,5 milhões aos cofres públicos.

A PF tem indícios de que os esquemas funcionavam desde 2001, mas as investigações realizadas em conjunto com o Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal tiveram início apenas em 2006. Até segunda-feira, já tinham sido identificados 430 benefícios que teriam sido concedidos irregularmente. As fraudes contra o instituto ocorriam mediante o registro de vínculos empregatícios falsos em carteiras de trabalho e em Guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (GFIPs). Após forjarem os documentos, os clientes geralmente pessoas que nunca contribuíram para o INSS eram orientados a se passar por doentes mentais, mediante a ingestão de medicamentos de uso controlado. Dessa forma, a obtenção das aposentadorias por invalidez era facilitada.

As mulheres presas, segundo a PF, chefiavam duas quadrilhas distintas que utilizavam métodos semelhantes e costumavam se passar por profissionais como contadoras e advogadas. De acordo com o MPF, elas respondem por 32 ações penais instauradas na Justiça Federal e já foram denunciadas por crimes de estelionato contra a Previdência Social. Os nomes das suspeitas presas preventivamente e dos indiciados não foram divulgados. Todos os acusados deverão responder pelos crimes de estelionato e quadrilha. (Com agências)