MPF pede "tratamento prioritário" a ação contra Cassol

Portal Terra

PORTO VELHO - O Ministério Público Federal em Rondônia divulgou nota na qual pede "tratamento prioritário" ao processo à ação civil movida pelo órgão contra o governador do Estado, Ivo Cassol, e mais quatro delegados da Polícia Civil.

Segundo a Procuradoria, o prazo de 90 dias de afastamento de Cassol do cargo causa "certa apreensão" devido à complexidade que envolve uma ação de improbidade administrativa. De acordo com o MPF, Cassol teria ordenado aos delegados da Polícia Civil que coagissem testemunhas e obstruíssem as investigações da Polícia Federal no processo a que responde por compra de votos nas eleições de 2006.

- Apenas o prazo para a resposta preliminar é de uma quinzena, podendo dobrar-se se os réus possuírem diferentes procuradores. Depois, o juízo tem 30 dias para receber, ou não, a inicial - afirma o texto do órgão.

- Posteriormente, citação e defesa em mais outra quinzena (ou 30 dias, se os advogados forem diferentes). Só aí já foram os 90 dias concedidos pelo Juízo.

O MPF esclarece que, no caso, ainda faltaria a réplica, a especificação de provas e depoimentos das testemunhas e a produção das demais provas.

O governo do Estado informou que providenciou recursos contra a decisão do juiz Flávio da Silva Andrade de afastá-lo por 90 dias. O comunicado do governo afirma ainda que Cassol está sereno e consciente de que esta "é mais uma fase na sua história política que será superada, e que a justiça prevalecerá".