Berzoini diz que PT está aberto ao diálogo com aliados

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A ofensiva regional do PMDB contra o PT na disputa de palanques na disputa de 2010 não provoca resistência entre as lideranças petistas, garantiu sexta-feira presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). O petista disse que está aberto ao diálogo com todos os partidos da base aliada e que as reivindicações são legítimas. Berzoini ressaltou, no entanto, que não serão aceitas imposições.

O comando do PT preparou uma radiografia do cenário eleitoral de 2010 e já identificou os principais embates entre PT e PMDB. Berzoini não revela em quantas capitais espera-se conflitos, mas para o deputado não existem problemas em a base ter mais de um candidato em determinadas regiões.

Nós já comunicamos que estamos dispostos a sentar e conversar com todos os partidos da base em torno da unidade. Queremos uma aliança ampla, mas para isso precisamos da compreensão de todos. Agora, é claro que não vamos aceitar nenhuma imposição. Tudo terá que ser construído disse. O PMDB exige que o PT abra espaço em pelo menos dez estados entre eles Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para que o partido possa embarcar na candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O presidente do PT disse que vai propor aos partidos da base que nos locais sem entendimento seja construído um pacto de cordialidade. Acho que o ideal é um pacto de cooperação porque afinal temos muito mais afinidades do que divergências.

O discurso cordial do petista faz parte da orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à direção do PT para que evitem constrangimentos à pré-candidatura de Dilma à sua sucessão. A campanha da ministra passa por um momento de incertezas junto aos aliados por causa de seu tratamento contra o câncer.

Os peemedebistas que integram o maior partido do Congresso, elegeram o maior número de prefeitos nas eleições municipais do ano passado e também são cortejados pela oposição querem aproveitar essa possível turbulência na candidatura petista e conquistar o compromisso do presidente Lula de que pendências regionais serão solucionadas. (Com agências)