Vice de Yeda vai ao MP se defender de denúncia do PSDB

Portal Terra

PORTO ALEGRE - O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó, se antecipou a um possível chamado do Ministério Público Estadual e entregou ao órgão, na terça-feira, documentos que buscam demonstrar a lisura de seus negócios com a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). As informações são do jornal Zero Hora.

Feijó, que se reuniu por cerca de uma hora com a procuradora-geral em exercício do Ministério Público, Ana Maria Schinestsck, disse que decidiu procurar o MP em busca de transparência e garantiu que participará de qualquer CPI que seja criada na Assembléia do Estado.

- Vim ao MP me antecipar aos fatos como qualquer autoridade deve fazer na busca pela transparência e entregar todo tipo de informação e documentos. Devo ter a maior transparência possível também na minha vida empresarial - afirmou, segundo o jornal.

O vice-governador é acusado pelo deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB) de irregularidades na assinatura de um contrato com a Ulbra. Uma das empresas de Feijó, a A. Paulo Feijó Participações (APF) assinou um contrato com a universidade para prestar serviços de consultoria. Para Rodrigues, o vice-governador não poderia assinar contrato com uma empresa que recebe recursos públicos, porque isso é considerado improbidade administrativa.

O deputado tucano ameaçou entrar com um pedido de impeachment,na Assembléia Legislativa, contra o governador. Coffy deve acionar também o Ministério Público Federal (MPF).

Feijó rompeu recentemente com a governadora Yeda Crusius (PSDB) e acusa o governo tucano de irregularidades na arrecadação de verbas para a campanha eleitoral. Um dos acusados por Feijó, o ex-diretor da Simpala Aroldo Sartori, negou ter entregue ao vice R$ 25 mil a título de contribuição para a campanha da governadora Yeda Crusius. O tesoureiro de campanha de Yeda, Rubens Bordini, também rechaçou as acusações.