PF não sabe se libanês preso em SP é da Al-Qaeda, diz Tarso

Keila Santana, Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira que a Polícia Federal (PF) ainda não pode confirmar se o libanês K. tem ligação com terroristas da Al-Qaeda. Segundo Tarso, a operação da PF que prendeu o comerciante em São Paulo investiga crimes na internet. O libanês foi detido pela suspeita de divulgar mensagem racista pela rede.

- Não se trata de descartar ou não se é terrorista. A PF não pode descartar o que não investigou. Em se tratando desse inquérito, posso apenas avaliar o crime que estava sendo investigado neste caso - disse o ministro.

Notícia publicada no jornal Folha de S.Paulo na terça-feira informou que a Polícia Federal havia prendido, em São Paulo, um estrangeiro que teria ligações com a organização Al-Qaeda. Ainda na terça, o Ministério Público Federal em São Paulo informou que não há prova de ligação do estrangeiro, de origem árabe, com a Al-Qaeda.

Tarso Genro disse que o governo está preparado para agir em possíveis atos de terrorismo e não há necessidade de reforçar os mecanismos de combates.

- No Brasil temos todas as leis necessárias para enquadrar qualquer tipo de crime. Existe toda uma estrutura legal para enquadrar qualquer tipo de crime que possa ter relação com o terrorismo e também formação de quadrilha, tentativa de assassinatos e ataques com explosivos - afirmou Tarso.

Segundo o ministro da Justiça, a prisão de 21 dias do comerciante libanês foi determinada pela Justiça e não pelo governo. O MPF informou que a prisão ocorreu depois que a polícia brasileira recebeu informações do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, sobre grupo na internet que divulga mensagens antiamericanas em idioma árabe, sendo que algumas foram enviadas do Brasil.