MA: desabrigados devem aguardar dedetização parar evitar contaminação

Portal Terra

DA REDAÇÃO - Mesmo com o nível dos rios mais baixo - em alguns pontos, as águas chegaram a 17 m, mas baixaram nos últimos dias em 5 m - o Maranhão continua a sofrer com a enchente. Em entrevista ao Jornal do Terra, nesta quarta-feira, o major do Corpo de Bombeiros do Estado, Abner Carvalho, disse que algumas áreas ainda são de difícil acesso e recomendou à população que não volte para casa sem que a Defesa Civil libere as residências para evitar contaminações.

De acordo com o major, desde abril, quando as cheias começaram, o Estado contabilizou 108 municípios afetados pela enchente, com cerca de 440 mil pessoas afetadas. Com as casas ainda encobertas, muitas pessoas usam embarcações como abrigo. Algumas delas contrariam as orientações da Defesa Civil e retornam para seus lares.

- Isso se torna um problema. As pessoas não podem voltar antes que a seja feita uma vistoria da Defesa Civil. É preciso primeiro fazer uma limpeza e dedetização - adverte Abner.

O major lembra ainda que cerca de 5 mil pessoas continuam isoladas, o que dificulta o acesso para distribuição de alimentos, remédios e resgate, que somente pode ser feito por barcos ou canoas em algumas regiões.

Um dos municípios em estado mais crítico é o de Bacabal.

- As estradas estão inundadas e os botes usados para fazer as travessias não têm potência suficiente para navegar por muitas horas. É difícil para a distribuição de alimentos - afirma.

Apesar do recuo no nível das águas, o major lembra que a situação ainda é crítica, "de calamidade e preocupante". Desde abril, foram contadas 12 mortes causadas pelas chuvas. Para evitar choques elétricos por causa dos alagamentos, explica o bombeiro, a energia ainda não foi reativada. Outra situação que preocupa as autoridades é o consumo de água contaminada e as infecções.

- Já foram registrados três casos de leptospirose - relata o major.