Chuva para universidade e dá prejuízo de R$ 1,3 mi em AL

Odilon Rios, Portal Terra

MACEIÓ - As fortes chuvas em Maceió (AL) causaram prejuízos e pararam as atividades da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Levantamento divulgado nesta quarta-feira indica que serão necessários R$ 1,3 milhão para reparar os estragos. A lama invadiu centros acadêmicos, documentos foram perdidos e equipamentos estão danificados. Os maiores estragos foram no curso de Comunicação Social.

Todas as aulas na universidade foram suspensas e as luzes foram cortadas para evitar acidentes. "Em uma hora e meia choveu algo que não se pode imaginar. Um muro da universidade rompeu e toda a água represada entrou na Ufal", disse o pró-reitor de Gestão Educacional, João Barbirato.

As aulas na universidade serão retomadas amanhã. Hoje, o dia foi de limpeza e retirada da lama das salas e corredores.

Ainda em Maceió, por causa das chuvas, 14 bairros estão sem água até sexta-feira. Isso porque o temporal afetou as estações de tratamento e as bombas de distribuição.

Três cidades no Estado já decretaram situação de emergência. São elas Barra de São Miguel, Coqueiro Seco e São José da Laje. Nesta última, uma casa caiu e rio Canhotinho transbordou. Em Santana do Ipanema, Sertão alagoano, os açudes encheram e os agricultores estão preocupados com a safra de feijão; na capital, Maceió, sete famílias de um sítio no bairro do Inocoop, na parte alta, perderam as casas.

Em Piaçabuçu, às margens do rio São Francisco chove há três dias sem parar. Duzentos e trinta e cinco crianças estão sem estudar porque os desabrigados estão sendo transferidos para as unidades de ensino.

Mais chuva

De acordo com os números divulgados nesta terça-feira pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional as chuvas já deixaram 283.487 pessoas desalojadas e 129.989 desabrigados. De acordo com os dados, 52 pessoas morreram por causa dos desastres em nove Estados: Ceará (17), Maranhão (12), Bahia (7), Alagoas (7), Sergipe (3), Paraíba (2), Pará (2), Pernambuco (1) e Santa Catarina (1).

Os danos causados pelo excesso de chuva atingiram 446 municípios localizados em 12 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Santa Catarina.

No Nordeste, o Maranhão, atualmente, é o Estado que tem o maior número de municípios atingidos (106), seguidos pelo Ceará (93), Piauí (41), Rio Grande do Norte (30), Paraíba (30), Pernambuco (17), Bahia (11), Sergipe (10) e Alagoas (7).

No Maranhão, existem 98.872 desalojados e 49.374 estão desabrigados. No Ceará, são 40.384 desalojados e 26.615 desabrigados. Na Bahia, o número de pessoas desalojadas chega a 5.436 e de desabrigados, 2.188. No Piauí e no Rio Grande do Norte, foram registrados 91.634 e 9.145, respectivamente, entre desabrigados e desalojados. Na Paraíba, são 7.130 desalojados e 75 desabrigados. Em Pernambuco, existem 1.188 pessoas que estão desabrigadas ou desalojadas. Em Sergipe, a chuva deixou 795 desabrigados e 737 desalojados. Em Alagoas, 546 ficaram desalojados e 449, desabrigados.

Na região Norte, é no Estado do Amazonas onde se encontra o maior número de municípios atingidos, 50, com 55.162 pessoas desalojadas e 10.336 desabrigadas. No Estado do Pará são 41 municípios atingidos pela chuva com 9.860 desabrigados.

Em Santa Catarina, os danos causados pela chuva atingiram 10 municípios e uma população de 3.550 pessoas, deixando 3.333 desalojados e 217 desabrigados.