Acusação contra José Dirceu é "ficção", diz defesa

Hermano Freitas, JB Online

SÃO PAULO - Na entrada do terceiro dia de depoimentos do caso de suposta venda de votos no Congresso, conhecido como mensalão, na Justiça Federal de São Paulo, o advogado de José Dirceu, José Luís de Oliveira Lima, atacou a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo o advogado, a acusação contra o seu cliente é uma "ficção". Os depoimentos começaram por volta das 14h50.

Entre as testemunhas de Dirceu, está o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o ex-assessor Roberto Marques, o ex-presidente do Banco Popular Ivan Guimarães e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebello (PCdoB - SP).

- Vamos rebater ponto a ponto a denúncia da procuradoria - disse o advogado. Ao todo serão 40 testemunhas que defenderão o ex-ministro-chefe da Casa Civil, sendo quatro nesta tarde em São Paulo.

Márcio Thomaz Bastos afirmou, ao chegar à Justiça Federal, que tem "coisas muito abonadoras para falar de Dirceu".

- Nunca o vi trabalhar menos de 12 horas na Casa Civil - disse o ex-ministro.

A PGR afirmou que não vai comentar a declaração do advogado.

O depoimento do ex-ministro Maílson da Nobrega e de Bernardo Api foram remarcados para o dia 1° de junho.

Mensalão

Em agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema do mensalão. Todos terão que responder a ação penal no STF. Entre os envolvidos, estão o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT deputado José Genoino (PT-SP), Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério.

No início de maio, o STF retirou a denúncia de gestão fraudulenta contra o ex-tesoureiro, Genoíno e Marcos Valério. A ação se referia a empréstimos feitos pelo PT ao Banco BMG