Contaminação em Angra 2

Jornal do Brasil

RIO - Um funcionário que fazia a limpeza de um equipamento em uma sala de descontaminação da Usina Nuclear de Angra 2, em Angra dos Reis (RJ), esqueceu uma porta aberta e houve circulação de material radioativo, segundo a Eletrobrás Termonuclear. Seis pessoas que estavam próximas ao local foram contaminadas por urânio e passaram por descontaminação. O fato ocorreu no dia 15 deste mês. A prefeitura afirmou que não houve danos ao meio ambiente.

Seis trabalhadores foram contaminados em níveis abaixo de 0,1% dos limites estabelecidos em norma para os trabalhadores, de acordo com a Comissão Nacional de Energia Nuclear. A equipe de proteção radiológica realizou trabalhos de descontaminação (lavagem do corpo, das mãos e do uniforme). Na sequência, os trabalhadores passaram pelos portais da área controlada da usina e nenhum alarme foi acionado. De acordo com a Cnen, os trabalhadores que foram submetidos à radiação também foram encaminhados, para exames complementares, para o Centro das Radiações Ionizantes de Mambucaba. Os exames confirmaram não haver nenhuma contaminação. Após avaliação das condições radiológicas da usina e das consequências do vazamento, ficou constatado que não houve impacto para o ambiente e para a população, informou a Eletronuclear.

A liberação ao ambiente foi de cerca de 0,2% dos limites estabelecidos pelo conselho. De acordo com o conselho, esse tipo de vazamento é classificado na escala internacional de eventos nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica como nível 1 (anomalia ou desvio operacional), numa escala que vai de zero até o nível 7. Para a Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, no entanto, o acidente é grave. A organização afirma que a Defesa Civil do município foi avisada somente no dia 18, três dias após a ocorrência. A Eletronuclear afirma que a comunicação foi feita no mesmo dia. (Com agências)