Ossada encontrada em Tocantins há 13 anos pode ser de guerrilheiro

Portal Terra

SÃO PAULO - Um esqueleto exumado há 13 anos em Xambioá, em Tocantins, pode ser do guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, morto em 1972 no Araguaia, durante a ditadura militar. Peritos que examinaram a ossada indicaram que esta apresenta características idênticas às do homem. Ainda é necessário fazer um exame de DNA para concluir o reconhecimento. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o perito Domingos Tocchetto, autor do relatório, listou coincidências entre a ossada e as características do homem que tinha o codinome de Jorge. Tocchetto, que não teve acesso aos ossos, mas fez uma análise documental, afirmou que foram encontradas fraturas ósseas.

A equipe que examinou a ossada encontrou, por exemplo, uma alteração na mastóide direita, um osso que fica atrás da orelha. Espancado em um protesto estudantil, o guerrilheiro foi lesionado na área.

O fêmur direito tinha fratura sofrida quase na hora da morte, o que coincide com os relatos de que o guerrilheiro foi metralhado nas pernas. Outros ferimentos relatados foram identificados pelos peritos, como golpes de baioneta e tiros.

Vera Rotta, secretária-executiva da Comissão de Mortos e Desaparecidos, afirmou ao jornal que dois exames de DNA já foram feitos nos ossos, mas foram inconclusivos. A ossada, segundo Vera, está sob guarda do governo à espera da identificação.