Deputado do Paraná mata dois em colisão

Jornal do Brasil

CURITIBA - Um acidente envolvendo o deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB-PR) deixou dois jovens mortos na última quinta-feira em Curitiba. Na ocasião da colisão, Carli Filho estava com a carteira de habilitação suspensa.

O acidente ocorreu durante a madrugada. O deputado dirigia um Passat, que colidiu com um Honda Fit, onde estavam dois jovens. Os dois ocupantes do Honda, Gilmar Rafael Souza Yared, 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, 20, morreram no local. O carro onde estavam as vítimas ficou completamente destruído, sem teto e sem uma das portas. O veículo do deputado também ficou destruído.

De acordo com informações do Departamento Estadual de Trânsito, o deputado possuía 30 multas, desde 2003, grande parte por excesso de velocidade. Sem regularizar a situação, a carteira foi suspensa totalizava 130 pontos, enquanto o máximo permitido é de 20.

Em três das multas, ele foi pego pelo radar com 50% acima da velocidade permitida, o que é considerado como infração gravíssima. Cinco delas foram registradas na avenida Monsenhor Ivo Zanlorenzi, mesmo local do acidente de quinta-feira, mas em datas anteriores.

A assessoria do Detran não informou o andamento dos processos envolvendo o deputado. Segundo o órgão, se o motorista não devolver a habilitação, a única chance da irregularidade ser descoberta é por meio de blitz e fiscalizações.

A Diretoria de Trânsito (Diretran) da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) entregou à polícia, nesta terça-feira (12), as imagens gravadas por radares que ficam próximos ao local

Por ser deputado, Carli Filho tem foro privilegiado, e as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário, com acompanhamento do Ministério Público. A Procuradoria Geral de Justiça nomeou o promotor Rodrigo Chemim para acompanhar o inquérito sobre o caso. Carli Filho está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com o último boletim médico, ele está consciente, respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Ainda não há previsão para que ele tenha alta. (Com agências)