Jobim: Infraero manterá processo de demissão de indicados políticos

Agência Brasil

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que manterá o processo de profissionalização dos quadros da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) com a demissão de indicados políticos. A medida foi discutida entre o ministro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Jobim, ela foi aprovada por Lula. - Analisamos o problema da Infraero, fizemos a demonstração para ele [Lula] do processo de demissões. Todo o desenho feito pela Infraero, apoiado pelo Ministério da Defesa em relação às demissões, foi aprovado - disse Jobim, após a reunião com Lula.

Ele acrescentou que as demissões já feitas não serão revertidas e que não haverá reaproveitamento dos demitidos. Segundo o ministro, até o final deste semestre a medida deve ser concluída. De acordo com Jobim, haverá também devolução para a Força Aérea Brasileira (FAB) do pessoal que estava requisitado pela Infraero.

Jobim disse que vai conversar com parlamentares sobre o tema. Vários deles, que tiveram pessoas indicadas demitidas da Infraero, queixaram-se e pressionaram o governo. Integrantes do PMDB, partido a que pertence o ministro Jobim, tiveram indicados demitidos. Entre eles, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), cuja irmã e cunhada foram demitidas pela Infraero em abril, quando a empresa exonerou 28 pessoas indicadas.

Embora tenha admitido a futura conversa com parlamentares, o ministro disse que essa não é uma questão política. - O problema é a profissionalização da Infraero, não é uma questão partidária. Isso é uma questão de termos uma empresa que seja eficiente, competitiva e que possa enfrentar os problemas que advirão, principalmente das concessões que teremos que fazer. Ela tem que ter musculatura para isso e competência - enfatizou.

O ministro afirmou ainda que essa profissionalização é fundamental para seu trabalho na pasta da Defesa. - Ou nós temos uma coisa séria ou não temos. Se não for séria, não é ambiente para mim - advertiu.

Lula e Jobim também trataram da aquisição de aeronaves pela Força Aérea Brasileira e da concessão de aeroportos.