Acusado por ex-diretor, Tuma diz que não deixa Corregedoria do Senado

Portal Terra

BRASÍLIA - O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acusado pelo ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, de participar de um esquema de corrupção na Casa, disse nesta terça-feira que não vai se afastar da Corregedoria por causa das denúncias.

Em entrevista concedida à revista Época, Zoghbi afirmou que Tuma e o senador Efraim Moraes (DEM-PB) atuaram, no período em que ocuparam a primeira secretaria do Senado, de um esquema comandado pelo ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, de fraudes em contratos do Prodasen (Sistema de Processamento de Dados), na comunicação social e no serviço de taquigrafia do Senado.

Diante da informação, ontem, senadores como o ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), chegaram a defender o afastamento de Tuma do cargo, mas hoje ele se defendeu das acusações dizendo que, pressionado pela revista, Zoghbi decidiu "chutar o pau da barraca" e por isso, citou o seu nome.

- O jornalista propôs que se ele fizesse uma denúncia mais grave, podia substituir a capa pela denúncia mais grave. Então, isso abriu uma porta, tanto é que ele voltou duas vezes ao Senado e começou a chutar o pau da barraca - disse Tuma.

De acordo com ele, Garibaldi se enganou ao defender sua saída e se comprometeu a tentar "corrigir" o mal-entendido. - Não vou sair (do cargo) e expliquei para ele (Garibaldi), mas como a TV já tinha gravado, foi ao ar. Ele disse que ia tentar corrigir, mas eu não tenho nenhuma dificuldade, não em me explicar porque eu não tenho o que explicar, eu não devo nada, absolutamente nada. Tive uma administração na primeira secretaria há cinco anos e foi correta, nunca houve nenhuma divergência - garantiu.