Gol diz que uso de máscaras por funcionários é medida preventiva

Agência Brasil

BRASÍLIA - A empresa aérea Gol informou nesta sexta-feira que a utilização de máscaras por funcionários da companhia nos aeroportos é uma medida de prevenção diante do temor de uma pandemia de gripe suína. O procedimento foi adotado por funcionários que trabalham em áreas de vôos internacionais, segundo a companhia.

Hoje, a reportagem da Agência Brasil identificou atendentes da Gol utilizando máscaras de proteção no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília.

- Os funcionários que atuam na área do desembarque e de conexões de vôos internacionais e na seção de bagagens perdidas foram orientados a utilizar máscaras e luvas, como medida preventiva - de acordo com o comunicado.

Além de Brasília, a orientação vale para todos os outros aeroportos em que a Gol opera vôos ou conexões internacionais: Guarulhos (SP), Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Curitiba, Galeão (RJ) e Confins (MG).

A companhia afirma ainda que 'trabalha em consonância com orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], Agencia Nacional de Aviação Civil [Anac] e Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária]'. Segundo a Anvisa, não há determinação oficial para que as companhias aéreas façam uso da proteção, mas as empresas podem optar pela adoção dos equipamentos como forma de proteger seus funcionários.

A companhia aérea TAM está orientando o uso de máscaras apenas se houver identificação de caso suspeito a bordo das aeronaves. Nesses casos, o viajante, a tripulação e os passageiros sentados próximos receberão a proteção.

- Até o momento, não há indicação de uso de máscaras nos vôos quando não houver suspeita de gripe suína - informou.

Uma medida já adotada pela companhia é o uso de álcool gel para higiene das mãos de comissários de vôo e passageiros. A empresa diz que só recomendará a utilização de luvas para os comissários em contato com passageiros com sintomas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 331 casos confirmados da doença em todo o mundo nenhum no Brasil. Há registros de dez mortos: um nos Estados Unidos e nove no México.